Veja como ficou a sede do SINTE depois da Reforma

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Assembleia da categoria para fins jurídico


 
EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Coordenação do SINTE/RN – Regional de Umarizal, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca os sindicalizados para a Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no dia 21 de Setembro de 2011, com início às 09h30minhs em primeira convocação e às 10h00minhs em segunda convocação com a maioria dos presentes, a qual ocorrerá no Auditório da Esc. Est. 11 de Agosto, LOCALIZADO à Av 27 de Novembro, S/N, para deliberar sobre-a-seguinte-pauta:

1- Deliberar e autorizar o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA/RN – REGIONAL DE UMARIZAL a atuar como substituto processual (art. 8º, III da Constituição Federal) ou representante processual ( art. 5º, inc. XXI da Constituição Federal), em favor dos servidores DA EDUCAÇÃO PROFESSORES e ADMINISTRATIVOS, coletiva ou individualmente, a ingressar com demanda judicial e administrativa, relativa a obrigação de IMPLANTAÇÃO DO PISO DOS PROFESSORES, CORREÇÃO DOS VALORES PAGOS E COBRANÇA DE VALORES IMPAGOS,COM-APLICAÇÃO-DE-MULTA.

 
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Francisco Gabriel da Costa
     Coordenador Regional/SINTE/RN

Assembleia da categoria para fins juridico



EDITAL DE CONVOCAÇÃO


A Coordenação do SINTE/RN – Regional de Umarizal, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca os sindicalizados para a Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no dia 21 de Setembro de 2011, com início às 09h30minhs em primeira convocação e às 10h00minhs em segunda convocação com a maioria dos presentes, a qual ocorrerá no Auditório da Esc. Est. 11 de Agosto, LOCALIZADO à Av 27 de Novembro, S/N, para deliberar sobre-a-seguinte-pauta:

1- Deliberar e autorizar
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA/RN – REGIONAL DE UMARIZAL - a atuar como substituto processual (art. 8º, III da Constituição Federal) ou representante processual (art. 5º, inc. XXI da Constituição Federal), em favor dos servidores DA EDUCAÇÃO PROFESSORES e ADMINISTRATIVOS, coletiva ou individualmente, a ingressar com demanda judicial e administrativa, relativa obrigação de edição de lei regulamentadora da  data base para a revisão geral da remuneração dos servidores públicos ESTADUAL.

  

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Francisco Gabriel da Costa
         Coordenador Regional – SINTE/RN


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Pão que Rosalba amassou


Quando ainda estávamos em greve, o Ministério Público Estadual e o Federal enviaram para as escolas estaduais do Rio Grande do Norte a recomendação de que ninguém, além dos alunos, poderia comer a merenda servida na escola. O aviso foi reiterado após a volta às aulas, e representantes das DIREDs foram convocad@s para uma advertência oficial: diretores de escola onde o “delito” fosse cometido poderiam sofrer processo administrativo e criminal.

O assunto virou manchete nos principais jornais do estado e, em todas as matérias, há sempre um representante do Poder Executivo ou do Judiciário para nos atacar, chegando inclusive a nos acusar de roubo de merenda. Diante da “polêmica” e da super exposição, o sentimento nas escolas tem sido de constrangimento e indignação.

De fato, professores (as) e funcionári@s se alimentarem com a merenda faz parte da rotina da escola. E antes de nos tratarem como “infratores”, é preciso ver que essa realidade apoia-se na dimensão concreta de nossas vidas, e só existe pelas restrições a que estamos submetid@s.

Qualquer pessoa que viva além de gabinetes, apoiado na realidade, e não apenas em peças judiciais burocráticas, percebe imediatamente porque @s professores comem na escola. Como falei na Assembleia Legislativa no dia 10 de maio, nós precisamos trabalhar dois ou três horários para garantir o próprio sustento e o de nossas famílias.

Ora, se @ professor (a) passa o dia correndo de uma escola para outra, em transportes extremamente precários, pressupõe-se que ele (a) não dispõe de tempo para ir em casa fazer uma refeição entre um turno e outro. A verdade é que, em muitos casos, a refeição não é feita nem em casa, nem na rua. Afinal, quem é @ professor (a) que nunca “flagrou” um (a) colega “almoçando” um pastel ou uma coxinha dentro de um ônibus, a caminho de uma das escolas em que trabalha?

Diante dessa consideração, há quem possa perguntar: “então porque não levam comida de casa?” e a resposta é de natureza prática: é inviável e até desumano submeter profissionais que já andam carregados de livros, diários e trabalhos a serem corrigidos ou devolvidos, a carregarem mais duas ou três refeições dentro da bolsa por obediência a uma lei elaborada por pessoas que nem precisam levar marmita na bolsa, nem andar de ônibus. É absurdo exigir dest@s heróis e heroínas que, após toda a jornada de trabalho na rua, ainda consigam administrar o tempo em casa entre planejar, corrigir, elaborar provas, dar atenção aos filhos, cozinhar e ainda ter que preparar a marmita do dia seguinte.

Também é importante dizer que, mesmo com essa jornada, muit@s trabalhadores (as) em educação ainda não alcançam a proeza de garantir o sustento de suas famílias com o salário que recebem, razão que determina outra característica da nossa categoria: o endividamento.

Essa realidade, aliás, vivida não só por professores (as), mas pela maioria d@s trabalhadores (as) brasileir@s comprova o fato de que nenhum trabalhador(a) tem condições de gastar com comida na rua o dia todo, todos os dias, e ainda garantir que haja comida em casa para o restante da família. Diriam ainda os bajuladores cruéis: “tanta gente que vive com um salário mínimo...”. A resposta a essa piada de mau gosto eu prefiro dar não com palavras, mas com um minuto de silêncio em respeito aos trabalhadores que sobrevivem no Brasil com um salário mínimo.

Falsa polêmica
A recomendação do Ministério Público, na prática, humilha e ridiculariza @s profissionais da educação. Independentemente da intenção do Judiciário, tem sido um prato cheio para os governantes. Assim, eles miram os trabalhadores, tentando nos colocar no banco dos réus, tentando dividir a comunidade escolar, jogar uns contra os outros, quando, na verdade, no interior das escolas, não existe polêmica alguma no que se refere à distribuição da merenda. Ela sempre foi distribuída a tod@s os segmentos, e isso nunca impediu ou limitou o acesso d@s alun@s à refeição, tanto que eles(as) mesm@s são @s primeir@s a discordar da recomendação.

Com a “polêmica” aberta pelo Ministério Público temas realmente importantes são deixados de lado, envoltos em fumaça. O piso nacional dos professores, por exemplo. Enquanto se discute o tal “cuscuz alegado”, que cheguei a lembrar naquela audiência, deixa-se de lado a responsabilidade sobre os salários, condições de trabalho, investimentos, o debate sobre o PNE... É o que desejam governantes que não priorizam a educação, como Rosalba ou Micarla.

Naturalmente, o Ministério Público de cada estado poderia mandar cumprir imediatamente a Lei do Piso Nacional que, mesmo sancionada na esfera federal, vem sendo sistematicamente descumprida pela maioria dos estados e municípios. Aliás, foi exigindo o cumprimento dessa lei, que muitas greves foram feitas em todo o Brasil. Greves que, por sinal, foram julgadas abusivas pelo próprio Poder Judiciário.

Se o Ministério Público não se ocupasse com questões que, definitivamente, não interferem na qualidade da educação, teria tempo para se dedicar a outros temas. Por exemplo, o sem número de turmas que ficam meses e até chegam a concluir um ano letivo sem professores (as) de determinadas disciplinas. Porque o Ministério Público não exige d@s governantes que garantam professores para todas as turmas, evitando o prejuízo aos alun@s?

Também teria tempo para ordenar a restituição e o confisco das mansões e dos carros de luxo de tod@s aqueles (as) que desviam dinheiro da merenda para comprar uísque e ração de cachorro, como em Alagoas. Teria tempo para se preocupar com desvios da educação, da saúde, inclusive da deputada corrupta Jacqueline Roriz, absolvida por seus pares. Teria tempo para garantir que a desnutrição, e todas as doenças dela decorrentes, fossem apenas uma lembrança.

Suspeito que o Judiciário esteja muito distante da realidade da população. Basta ver os ministros do STF, que acabaram de enviar pedido de reajustes que levariam o salário de cada um para R$ 32 mil. Imaginem os restaurantes que eles frequentam...

Ao insistir em discutir se @ professor (a) ou @ funcionári@ estão comendo a merenda, o Judiciário escolhe o lado errado. Sua recomendação é impossível de ser cumprida, pois choca-se com uma realidade de salários de R$ 930, tripla jornada de trabalho, quilômetros percorridos a pé ou em transportes precários, e, por isso mesmo, tem tudo para ser ignorada, e virar letra morta. Entre o que está escrito no papel e a vida real, prevalece sempre a vida real. @s miseráveis a quem a Constituição assegura o direito a alimentação, atendimento médico, moradia e segurança que o digam!

Respeito e dignidade
Dentro desse debate muitas questões tem sido levantadas, mas a principal vem sendo ignorada. O Ministério Público alega estar fazendo o seu papel, garantindo que o que está escrito no Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE seja cumprido. Em primeiro lugar, é necessário que façamos, mais uma vez, uma reflexão sobre a elaboração das nossas leis, programas, etc. e vejamos a que interesses eles atendem. Depois, é fundamental que tenhamos a consciência de que essas leis não são imutáveis, nem foram escritas por inspiração Divina, não admitindo questionamentos.

Não temos que empenhar esforços na busca por “atenuantes” para o nosso “delito”. Dizer que comemos restos, sobras, etc. só faz com que as sobras da nossa dignidade sejam jogadas de uma vez por todas na lata do lixo. A verdade sobre essa “polêmica” é uma só: se o PNAE apresenta uma visão distorcida, que considera que a escola é formada apenas pelos alunos, e não por alunos, professores (as) e funcionári@s, o erro está nele, e não em quem constrói o cotidianos das escolas.

A polêmica do cuscuz alegado é de natureza política e deve ser tratada como tal. Então, é necessário que @s deputad@s que, até agora, estão inertes diante de tamanho absurdo se posicionem, se manifestem. Se a lei está errada, cabe a eles consertá-la.

É justamente por ter a certeza de que não somos nós que estamos errad@s, que digo aos meus colegas que não se envergonhem nem se constranjam diante das acusações e ameaças. Mantenham a indignação e preparem-se para a luta. Não por um prato de comida, mas por dignidade, salário decente e condições de trabalho que abrangem, inclusive, o acesso a refeições na escola e, aliás, com qualidade bem superior à que temos hoje.

Às autoridades, peço que parem de difundir esse discurso demagógico de preocupação com a nutrição dos nossos alunos e a informação falaciosa de que a merenda servida aos trabalhadores (as) interfere na merenda servida a eles (as). Não pensem que conseguirão colocar os pais e noss@s alun@s contra nós, mesmo porque, em casa de pobre, o lema é: “onde come um, comem dois”. A vida aqui embaixo fala mais alto.

sábado, 3 de setembro de 2011

Um pouco sobre o conceito de ideologia em Marx e o materialismo histórico



Em vários outros posts deste blog eu já havia feito referência a dois conceitos fundamentais do pensamento de Marx: o de "ideologia" e o de "materialismo histórico". Tentarei agora, através de algumas citações do primeiro volume da obra "A ideologia alemã" ("Feuerbach - A contraposição entre as cosmovisões Materialista e Idealista"), de autoria de Marx e Engels, oferecer uma visão geral desses conceitos.
Ao inverter a dialética hegeliana de cabeça para baixo, "colocando-a de pé", Marx demonstrou que o homem não pensa para depois entrar ou viver no mundo. Ele primeiro está no mundo, vivo, e só depois disso é que pensa. Assim,
"...o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história, é que todos os homens devem estar em condições de viver para poder 'fazer história'. Mas, para viver, é preciso antes de tudo comer, beber, ter moradia, vestir-se e algumas coisas mais. O primeiro fato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitam que haja a satisfação dessas necessidades, a produção da própria vida material." (MARX, ENGELS, 2005, p. 53)
E para que essa produção da própria vida material aconteça, o homem estabelece relações sociais, de onde se segue que
"... um modo de produção ou uma determinada fase industrial estão sempre ligados a uma determinada forma de cooperação e a uma fase social determinada, e que essa forma de cooperação é, em si própria, uma 'força produtiva'; decorre disso que o conjunto das forças produtivas acessíveis aos homens condiciona o estado social e que, assim, a 'história dos homens' deve ser estudada e elaborada sempre em conexão com a história da indústria e do intercâmbio." (Ibid., p. 55)
Veja bem o final da última frase: "a 'história dos homens' deve ser estudada e elaborada sempre em conexão com a história da indústria e do intercâmbio." Por essa razão,
"A produção de ideias, de representações e da consciência está, no princípio, diretamente vinculada à atividade material e o intercâmbio material dos homens, como a linguagem da vida real. As representações, o pensamento, o comércio espiritual entre os homens, aparecem aqui como emanação direta do seu comportamento material. O mesmo ocorre com a produção espiritual, tal como aparece na linguagem da política, das leis, da moral, da religião, da metafísica, etc, de um povo." (Ibid., p. 51)
Disso ele conclui que "não é a consciência que determina a vida, mas a vida é que determina a consciência." (Ibid., p. 52)
"A consciência, consequentemente, desde o início é um produto social, e o continuará sendo enquanto existirem homens. A consciência é, antes de tudo, mera consciência do meio sensível mais próximo e consciência de uma interdependência limitada com as demais pessoas e coisas que estão situadas fora do indivíduo que se torna consciência." (Ibid., p. 55)
Mas a consciência comum de uma determinada época não expressa as relações sociais da forma como elas realmente são. Essa consciência é uma expressão das relações ideais da classe dominante, que por dominar materialmente, domina também espiritualmente:
"As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideais dominantes; ou seja, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo sua força espiritual dominante. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe também dos meios de produção espiritual, o que faz com que sejam a ela submetidas, ao mesmo tempo, as idéias daqueles que não possuem os meios de produção espiritual. As idéias dominantes, são, pois, nada mais que a expressão ideal das relações materiais dominantes, são essas as relações materiais dominantes compreendidas sob a forma de ideias; são, portanto, a manifestação das relações que transformam uma classe em classe dominante; são dessa forma, as ideias de sua dominação." (Ibid., p. 78)
"... cada nova classe que ocupa o lugar da que dominava anteriormente vê-se obrigada, para atingir seus fins, a apresentar seus interesses como sendo o interesse comum de todos os membros da sociedade; ou seja, para expressar isso em termos ideais; é obrigada a dar às suas ideias a forma de universalidade, a apresentá-las como as únicas racionais e universalmente legítimas." (Ibid., p. 80, grifo nosso)
Mas neste ponto geralmente surge a seguinte dúvida, principalmente àqueles recém-chegados ao pensamento de Marx: "mas há ideias que questionam essas ideias da classe dominante, a qual sempre tenta apresentar o seu mundo como o melhor e único possível. Como explicar então a existência de ideias divergentes das ideias da classe dominante?"

Para responder a isso, basta lembrar que o que foi dito há pouco: são as condições materiais que determinam a consciência. Por essa razão,
"A existência de ideias revolucionárias em um determinado tempo já supõe a existência de uma classe revolucionária, sobre cujos pressupostos já dissemos antes o necessário." (Ibid., p. 79)

Para finalizar, vamos resumir esses dois conceitos citando Abbagnano (2007):
"Marx de fato (cf. Sagrada família, 1845; Miséria da filosofia, 1847) afirmara que as crenças religiosas, filosóficas, políticas e morais dependem das relações de produção e de trabalho, na forma como essas se constituem em cada fase da história econômica. Essa era a tese que posteriormente foi denominada materialismo histórico. Hoje, por Ideologia, entende-se o conjunto dessas crenças, porquanto só têm a validade de expressar certa fase das relações econômicas e, portanto, de servir à defesa dos interesses que prevalecem em cada fase dessa relação."
Espero que essas citações tenham lançado alguma luz sobre as questões. Apesar de desnecessário dizer, devo alertar que algumas poucas citações nunca poderão esclarecer um assunto ao qual um livro inteiro foi dedicado por seus autores. Assim, espero que essa tentativa seja pelo menos um incentivo a se beber direto na fonte.


REFERÊNCIAS:

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

MARX, Karl, ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Tradução de Frank Müller. 3ª ed. São Paulo: Martin Claret, 2005.

Fonte: perfeição.org

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Retirada de Direitos Previdenciários no Governo Dilma



Pedro Aparecido de Souza

Há quatro anos que o SINDIJUFE-MT vem denunciando, junto com a CSP CONLUTAS (na época o nome era CONLUTAS), o projeto do Governo Lula de retirada de direitos previdenciários.
E agora Dilma segue com o mesmo objetivo.
O projeto daqui é o projeto que o capitalismo mundial está impondo a todos os países, no sentido de acabar com a previdência pública e privatizar totalmente, ao longo do tempo, a previdência no mundo, deixando aberto mais um filão para a exploração dos Trabalhadores no mundo. Os banqueiros agradecem.
As recentes Greves Gerais na França, em Portugal e Grécia dão uma ideia da profundidade da exploração a que se quer submeter os Trabalhadores no mundo.
Com as sucessivas reformas a ideia é sucatear a previdência pública, tanto para o setor público como para o privado e, finalmente, quando se reconhecer publicamente que ela não funciona (pois a ideia é sucateá-la) passa-se candidamente a previdência para os banqueiros cuidarem dela (os anjos do capitalismo).
O projeto do Governo Lula e agora também adotado pelo Governo Dilma é o mesmo que foi elaborado pelo IPEA em 2007 e apresentado para Dilma quando era Ministra da Casa Civil no Governo Lula.
As colunas do projeto são:
1. Manutenção do fator previdenciário para os Trabalhadores do setor privado;
2. Aposentadoria para os Trabalhadores do Serviço Público igual para homens e mulheres: 67 (sessenta e sete) anos de idade conjugado com um mínimo de 40 (quarenta) anos de contribuição. No início terá uma tabela gradativa para as mulheres que poderão se aposentar com 65 e chegando aos 67 anos como os homens (mas somente com os 40 anos de contribuição);
3. Implantação da Previdência Complementar para os Servidores Públicos, com o mesmo teto do INSS (hoje R$ 3.689,66);
4. Fim da pensão vitalícia por morte (o pensionista só receberia durante 10 a 20 anos) e em alguns casos simplesmente não haveria pensão por morte;
5. Redução do valor a ser pago na pensão por morte. Hoje ela é 70% da remuneração do Trabalhador. Com a reforma, este percentual baixa para 70% dos atuais 70%. Ou seja, os pensionistas irão receber 49% da atual remuneração.
6. Implantação de idade mínima para os Trabalhadores do setor privado. Hoje não há idade para se aposentar no regime geral da previdência. Basta contribuir por 35 anos (homem) e 30 anos (mulher), diferentemente do Serviço Público que tem idade e tempo de contribuição e tempo no cargo e carreira. Evidentemente não deve ter idade para se aposentador no setor privado, pois um Trabalhador que tenha 50 anos no mercado de Trabalho já está fora do mercado, como regra. Onde se conseguiria emprego no mercado de Trabalho após os 50 anos? Este é o motivo de não ter idade mínima, o que será exigido a partir da reforma de retirada de direitos previdenciários.
Como se vê é uma bomba gigantesca e conta com o apoio do Governo (PT, PC do B, PMDB, PDT, PR, PSB, etc.) e da oposição (DEM, PSDB, PPS).
É só lembrar que tanto FHC e Lula retiraram direitos previdenciários consagrados dos Trabalhadores, tanto do setor privado como do Serviço Público.
No caso de Lula - PT, implantou a aberração de contribuição de 11% para quem já estava aposentado e pior, com as bênçãos do STF (grande novidade).
Mas o pior é que esta aberração teve a benção e a apoio da CUT (CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES). Quando foi proposta uma Greve contra a aberração, a CUT foi contra a Greve, e apoiou o seu Governo, já que o próprio presidente da CUT foi parar no Ministério da Previdência, como Ministro de Lula.
Mas o atual projeto só não foi aprovado, ainda, porque houve resistência dos Trabalhadores.
Em 2007, a CSP CONLUTAS (antiga CONLUTAS) fez uma Manifestação contra a retirada de direitos e levou cerca de 20.000 pessoas em uma Manifestação em Brasília, da qual o SINDIJUFE-MT participou ativamente.
Em 2007, os Sindicatos e Movimentos Sociais em Mato Grosso, fizeram uma manifestação em Cuiabá contra a retirada de direitos, onde se conseguiu levar 2.500 pessoas para as ruas.
Em 2008 vieram as eleições partidárias e não se tocou no assunto.
Em 2009 era véspera de eleição e o Serra estava lá na frente nas pesquisas e o Governo não podia perder mais votos ainda.
Em 2010, com Dilma e Serra disputando a eleição presidencial, também não houve período propício para aprovar a retirada de direitos.
Mas em 2011, Dilma já colocou a imprensa amestrada para mandar o recado de que retirará direitos previdenciários e, evidentemente, a CUT e as Centrais pelegas irão fazer todo um discurso que são contra as reformas, mas na prática irão fazer o jogo do governo, como sempre tem feito e traindo os Trabalhadores.
A estratégia é resistir, denunciar os traidores, os pelegos, denunciar os políticos e partidos que estão apoiando a retirada de direitos, expor todo mundo e tirar a pele de ovelha dos lobos.
E fazer, principalmente, a resistência nas ruas com uma Greve Geral se for o caso.
Ou somos menores que os franceses, portugueses e gregos? Ou somos menores que os tunisianos, egípcios e líbios?
Todos eles descobriram o caminho. E o caminho é o caminho da resistência nas ruas.
Vamos ficar parados olhando a nossa aposentadoria ser levada pela chuva e este dinheiro servir para os banqueiros se banquetearem?
É hora da resistência, inclusive contra os pelegos do Governo, traidores da Classe Trabalhadora.

Pedro Aparecido de Souza é Servidor Público


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Regional do Sinte Ceará-Mirim: Movimento

Regional do Sinte Ceará-Mirim: Movimento: "Avançam os preparativos da jornada de agosto

Sindicatos, movimentos populares e estudantis já se colocam em movimento.

Começa a ganh..."

domingo, 7 de agosto de 2011

DEFESA DO TRABALHADOR - Advocacia e Socialismo: DIVIDA EXTERNA: Afinal ela foi ou não paga durante...

DEFESA DO TRABALHADOR - Advocacia e Socialismo: DIVIDA EXTERNA: Afinal ela foi ou não paga durante...: "O governo Lula, da qual o de Dilma é continuidade, alardeou que pagou a dívida do Brasil com o FMI, mas sem rompimento com as relações com f..."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Megafonadores: Copa para quem? #foraRICARDOTEIXEIRA

Megafonadores: Copa para quem? #foraRICARDOTEIXEIRA: "Foto do blog Conversa Afiada Júlio Câmara (@juliocamara) Estudante Secundarista Presidente do Grêmio do Infante Nos últimos dias vieram à ..."

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

OPOSIÇÃO NA EDUCAÇÃO - EDUCADORES EM LUTA: Educação Pública

OPOSIÇÃO NA EDUCAÇÃO - EDUCADORES EM LUTA: Educação Pública: "Oposição CSP-Conlutas faz balanço da greve da educação no RN Após o fim de uma greve de 80 dias, a maior desde 1984, a Oposição CSP-Conlut..."