Veja como ficou a sede do SINTE depois da Reforma

quarta-feira, 31 de março de 2010

Vejam a REVOLTA da CATEGORIA sobre a GREVE.

COMENTÁRIOS POSTADOS NO SITE DO SINTE RN


Dediane 15 de março de 2010 @ 10:54

Percebo que esta greve não representou ganho significativo para maioria dos professores, não concordei com essa proposta já que não atende de forma significativa os mais antigos, achei um absurdo este sindicato ser conivente com esta proposta e liderar a finalização do movimento, além do mais propaga a idéia de que foram conquistas importantes,vou repensar a possibilidade de entrar em outro movimento grevista enquanto este sindicato estiver no poder, na verdade eu decido parar, pois sei da importância da luta para se conquistar melhorias, tendo em vista as péssimas condições de trabalho e baixos salários que me deixam desestimulada, mas fico decepcionada com esta postura do sindicato que se mostra está a serviço da governadora, penso que o sindicato deve estar a serviço da categoria, vou lutar pela renovação deste sindicato, não está dando mais, muitos colegas estão desistindo da luta por não verem representatividade neste sindicato que se deixa levar por propostas insignificantes do governo, participei das assembléias e me lembro claramente que a maioria decidiu lutar por um piso de 1800,00, daí o sindicato contraria esta maioria e entra em acordo com o governo por um percental bem abaixo do que merecemos e desejamos, é revoltante, a todo instante percebi este sindicato querendo pôr fim a greve, propagando a idéia de que a proposta é significativa, isso enfraquece nossa categoria que todo ano entra em greve pelos mesmos motivos e nunca se resolve, já que o sindicato acaba a greve quando quer, não aceito mais isso, estamos sendo feitos de bobo e nós que estamos nas salas de aula sentindo na pele as mazelas da educação, estamos nos prejudicando.

Isnaulwuy 14 de março de 2010 @ 12:32

Parabéns colega, por parar uma greve sem conseguir muita coisa e achar que conseguiu muito, lamentavelmente é a cara desse sindicato lutar por muito e não conseguir nada, e obrigar os colegas a sair de uma Greve sem conseguir muita coisa, é um tanto susupeito, me desculpe mais é minha opinião.

MARCELO MASSUD 14 de março de 2010 @ 00:58

ESSE NEGOCIO DE SOMAR QUINQUENIO NAO TEM NADA A VER O QUE VALE É O AUMENTO NO SALÁRIO O QUINQUENIO É GARANTIDO PARA QUALQUER FUNCIONÁRIO ,DEIXEM DE PENSAR QUE 100 POR CENTO DA CATEGORIA SÃO IDIOTAS.

jussier 13 de março de 2010 @ 11:28

A direção deste sindicato n contará mais comigo em greves estaduais.Estou indignado com a postura do sindicato.

Iva Rocha 13 de março de 2010 @ 11:27

Fico triste pois muita coisa nós estmos perdendo, principalmente esta volta de letras. Eu por exemplos tenho 23 anos de estado volteite já duas vezes para a letra A. E ai?
 
Obs. Camaradas vocês estão vendo como eu, já faz muito tempo que essa direção vem traindo a nós. Começou com a reforma da previdência aqui no estado quando os deputados Fernando Mineiro e Fátima Bezerra, juntamente com a então direção, que continua sendo a mesma, defenderam o aumento do IPE de 8% para 11% dentro da assembléia Legislativa, no mesmo momento que uma manifestação de base protestava contra e a polícia surrou alguns companheiros e até prendeu e a tal direção em culoiu com o governo, se quer apareceu para nos defender. Daí para cá so tem sido traição.
 
Obs. 2 Temos que ficar atentos com essa comissão que irá construir o Plano de Carreira dos funcionários, e com a outra que irá revisar o dos professores para não permitir mais retrocesso do que o que já existe.
Grifo meu! - Gabriel

quarta-feira, 24 de março de 2010

O SINTE traiu e vai pagar caro por isso, diz professores(as) e aposentados(as)

Ao analizar as tabelas com as projeções salariais, professores e aposentados não toleram mais uma atitude traiçoeira da direção estadual do Sindicato da categoria e atribuem a primeira traição ao ano 2005, no ato da construção do PCCR dos professores, só que segundo alguns, aquela traição teve efeito retardado e só veio a tona em 2009 com a efetivação das promoções verticais onde o nível é inversamente proporcional a classe(sobe o nível e volta as letras), coisa onde todos esperam que nesta revisão ora conquistada seja corrigido.
Ao nosso vê a categoria chegou ao limite com essa governadora e também com a direção estadual do Sindicato dos trabalhadores em Educação, visto que o governo não respeita os nossos direitos de maneira aberrante não paga nenhum direito em dias e nem demonstra preocupações em conceder as licenças atrasadas, gratificações das mais diversas atrasadas, não respeita os acordos não corrige os salários, em fim é um governo absoluto que não tem o mínimo de preocupação com a deterioração dos serviços públicos. Sobre um desgoverno desses, nada mais necessário do que um sindicato forte, independente de qualquer vinculo político com o mesmo para poder ter condições morais e ética de usar todo aparelhamento do sindicato em defesa dos direitos reais e verdadeiros da categoria. Mas o que se vê são traições por cima de traição, não tem nenhum interesse para cobrar os direitos dos trabalhadores na justiça e muito menos ainda organizar mobilizações sérias como elemento de pressão e denuncias contra o desrespeito com a categoria ora praticado por esse governo.

sábado, 20 de março de 2010

Greve dos professores de SP: Pelo direito de aprender, por emprego, salário e condições de trabalho

João Zafalão, de São Paulo (SP)*

No dia 26 de fevereiro, o secretário de Educação de São Paulo, Paulo Renato de Souza, anunciou uma melhora vigorosa nos índices educacionais da rede pública paulista, que é o Índice de Desenvolvimento do Ensino no Estado de São Paulo (Idesp). Numa escala de zero a dez, os alunos do ensino fundamental I (1ª a 4ª série) apresentaram média 3,85. Os alunos do ciclo II (5ª a 8ª série) ficaram com média 2,83, e no ensino médio, a média é de 1,97. Essa suposta melhora vigorosa foi tratada corretamente por toda imprensa como pífia, pois a conclusão mais alarmante é que estudantes que concluem o ensino médio têm aprendizado equivalente a alunos da 8ª série.
A Escola pública paulista esteve, até o final da década de 1990, entre as sete melhores do país e hoje se encontra entre as sete piores. Vejamos o que ocorreu.
Até a década de 1990, as salas de aula tinham limite máximo de 35 alunos. Portanto, se uma escola tivesse 54 alunos matriculados no primeiro ano do colegial, hoje ensino médio, se formariam duas salas com 27 alunos cada. Atualmente, se constitui uma única sala com os 54 alunos.
Os professores recebiam um piso salarial referente a cinco salários mínimos, cerca de R$ 5.100 em valores atuais. Hoje, o piso por 40 horas do professor do ciclo I é de R$ 1.309,17. A maioria desses professores, no entanto, tem jornada de 30 horas (R$ 981,88) ou de 24 horas (R$ 785,50). Vários professores estão cumprindo jornada de 12 horas (R$ 392,75).
No caso dos professores de ensino fundamental II e ensino médio, o piso por 40 horas é de R$ 1.515,53. Para 30 horas, é de R$ 1.136,65; por 24 horas é de R$ 909,32; e por 12 horas é de R$ 454,66. Ou seja, houve uma redução de mais de 200% nos salários dos professores nesses últimos 20 anos, tendo como referência o salário mínimo.
Além da superlotação das salas de aula e do arrocho salarial, se instituiu a chamada progressão continuada, que nada mais é que uma promoção automática, pois o único critério para aprovação é a frequência escolar e não o aprendizado. Essa situação, combinada com a falta de perspectiva profissional para a juventude brasileira, torna a escola pública um barril de pólvora. Por isso a crescente onda de violência que passou a atingir o ambiente escolar.
Diante dessa deterioração das condições de trabalho e de salários, os professores chegam a cumprir jornadas de até 64 horas semanais em sala de aula (permitido por lei), tornando a profissão um fardo.
Com essa significativa piora da escola pública paulista, motivada por estas políticas dos sucessivos governos e diante da impossibilidade de esconder o drama social nas escolas públicas, o governo de José Serra (PSDB), tentando se isentar de sua responsabilidade, iniciou uma campanha para culpar os professores por essa crise. Faz uma propaganda enganosa nos meios de comunicação, afirmando que existem dois professores por sala de aula, que as escolas estão equipadas com computadores e internet, inclusive aos fins-de-semana para a comunidade, que professores receberam até R$ 15 mil de bônus e que, com a promoção da carreira, os professores podem receber até R$ 7 mil de salário.
Que escola é essa, governador? Com certeza, não é a paulista, pois não existem computadores em rede nas escolas, não existem dois professores por sala, nenhum professor recebeu R$ 15 mil e a tal promoção da carreira em 13 anos permite que dos 220 mil profissionais, no máximo 352 professores cheguem ao teto que será de R$ 3.031,06, pois 100% sobre o maior salário não chega a nem perto dos tais R$ 7 mil.
Toda a política estadual, que conta com o apoio do governo federal e consta no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), de avaliar professores por meio de provas, literalmente não prova nada. Os professores estão submetidos a uma jornada estafante, salários defasados, número elevado de alunos por sala. Foram submetidos a trabalhar com material didático inadequado, não têm nenhum curso de formação durante seu tempo de trabalho e são submetidos a provas que contêm conteúdo adverso ao conteúdo trabalhado no cotidiano, pois entre a teoria das cadeiras universitárias e a prática das salas de aula existe um abismo imenso.
Não existe nenhum mérito em habilitar ou não um profissional apenas por sua nota em uma prova, que não houve tempo suficiente para ser feita e com conteúdo inadequado. Essa política de provas tem como objetivo apenas responsabilizar os professores que, na verdade, são vítimas de políticas irresponsáveis de sucessivos governos.
A greve dos professores estaduais de São Paulo é uma greve em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos. É uma greve pelo direito de nossos alunos aprenderem. É uma greve para recompor nossos salários, por emprego e melhores condições de trabalho. Se a escola pública ainda não foi destruída, é por causa da coragem dos professores de resistir aos governos e a suas políticas educacionais medíocres.

*João Zafalão é secretário de Política Sindical da Apeoesp e membro da Oposição Alternativa – Conlutas

quarta-feira, 17 de março de 2010

Com Você entra nessa? Responda no comentário abaixo

O que você tem feito para mudar o Brasil...para melhor?


Quais dos quesitos abaixo você já praticou? Seja honesto(a) e bote a resposta no comentário.

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. – Puxou o tapete de Alguem para assumir o lugar.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz " gato " de luz, de água e de TV a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Faz falcatruas nas direções que assumem, fingindo que tudo funcina bem

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.


"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores

(educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

Quer político sério?
Seja sério você também.


Fonte: blog da Thaisa Galvão

segunda-feira, 15 de março de 2010

Relato das Negociações com o Governo Estadual

O governo estadual apresentou a seguinte proposta na última audiência que foi realizada no dia 08 de março, ás 18 horas, no gabinete da SEEC;

PROPOSTA:

I – Instituir comissão a partir de abril para a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Salários do Magistério Público Estadual (LC 322 de 11 de janeiro de 2006).

II – Constituir comissão a partir de abril para elaboração do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos Servidores Técnicos e Administrativos (ASG, TE/D e TNS).

III – Encaminhar à Assembleia Legislativa, projeto de lei que institui o reajuste no vencimento básico em 7,15% a partis de 1° de setembro de 2010, conforme tabela anexa e de reajuste remuneratório de 7,86%, referente ao piso nacional a partir de 1° de março de 2010, conforme tabela anexa.

IV – Realização de concurso público para preenchimento de 4.000 vagas sendo 1.500 para pedagogos com formação para as series iniciais e 2.500 vagas para as demais licenciaturas. O referido concurso deverá ser realizado ainda neste exercício.

V - Continuidade das publicações de Promoção Vertical para os professores detentores de mais de uma formação em nível de

Especialização, Mestrado ou Doutorado. Informamos que até a presente data foram promovidos 9.321 professores.

VI – encaminhamento à Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos – SEARH de todos os processos de aposentadorias dos professores que foram beneficiados com a Promoção Vertical, cujo parecer emitido pela Assessoria Jurídica, desta Pasta, considera legitima à promoção recebida.

VII – Extensão da licença maternidade de 120 (cento e vinte) para 180 (cento e oitenta) dias.

Atenciosamente,

Otávio Augusto de Araújo Tavares
Secretário em Exercício


OBSERVAÇÕES:

Na assembleia que foi realizada no dia 09 de março, enquanto direção do sindicato fizemos a apresentação da proposta na assembleia para a categoria e observamos o seguinte.
1° – Primeiro é necessário que se observe que se não fosse a greve não íamos ter nenhum percentual de reajuste, ou seja, não teríamos nada.
2° - A revisão do PR do magistério foi pauta da nossa greve de 2009, essa revisão é fundamental.
3° - Há dezessete anos que nós estamos pautando o PCCR para os funcionários de escola, e hoje a nossa greve arranca isso nessa negociação, e isso é histórico.
4° - O governo está ofertando 15% de reajuste ao magistério, sendo 7,86% remuneratório e 7,15% no salário base. Os 7.15% no salário base reajustam direto todas as vantagens do magistério estadual. Nós temos um grande quantitativo de professores com mais de anos. Por exemplo: Se eu estou na letra E e estou no nível médio, o meu salário base hoje é de: R$ 756,62, o meu salário base na proposta apresentada pelo governo com reajuste de 7,15% o meu salário base passará para R4 807,50 e se eu tem 5 quinquênios, podemos viasualizar o seguinte: quando calculamos os quinquênios, chegamos a seguinte conlcusao: 807,50 x 25%(cinco quinquênios) = 1009,38. Quem está na letra J que hoje tem um salário base de R$ 961,83, na proposta apresentada pelo governo estadual de 7,15% no salário base, o mesmo passará para 1.030,59. Se eu tenho seis quinquênios a proposta apresentada é: 1.030,59 x 30% (seis quinquênios)= 1.339,77. Se eu sou nível superior, ou seja, PN III e eu sou letra E, o meu salário base hoje é de R$ 1.055,06, na proposta apresentada pelo governo estadual de 7,15%, o meu salário base passará para R$ 1.130,50. Quando calculamos os quinquênios se eu tenho 5 quinquênios, o meu salário base é de: 1.130,50 x 25% (cinco quinquênios) = 1.41312. Se eu sou nível superior, ou seja, PN III e eu sou letra J, o meu salario base hoje é de R$ 1.346, 55, quando calculamos os 7,15% no salário base. O meu salário base passará para R$ 1.442,83, então quando calculamos os quinquênios, chegamos a seguinte conclusão: 1.442,83 X 30%( seis quinquênios) = 1875,66 .
5° - Cerca de 4.400 professores que tiveram a sua promoção vertical e que tiveram a sua aposentadoria publicada em seguida tiveram a sua promoção vertical subtraída. Na greve conseguimos com que o governo realizasse esse resgate histórico.
6° - O estado ainda se compromete a realizar um concurso público para a contratação de 4.000 professores temporários com o fim da viabilização da licença prêmio do magistério estadual. A contratação dos professores temporários tem por objetivo viabilizar que os professores que estão em sala de aula tirem as suas licenças prêmios. Ou seja, hoje nós temos vários companheiros professores que há três, quatro ou mais anos estão tentando tirar licença premio e é impedido pela gestão da SEEC.

Fonte: Direção Estadual do Sinte.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A Regional do Sinte/RN em Umarizal tem uma greve muito boa

Já São sete o numero de municípios da Regional de Umarizal que se encontram em greve na educação pública estadual. Pois acabaram de incorpora-se ao movimento, com bastante entusiasmo, os(as) camaradas das escolas do estado em Frutuoso Gomes. Uma coisa está muito claro no interior da categoria, é o sentimento de indignação de todos em relação a Governadora Vilma de Farias e todos seus partidos aliados , principalmente se a greve acabar assim sem uma proposta significativa por parte do governo, pois certamente até os candidatos do PT que são aliados de Vilma entrarão pelo cano, porque a leitura da categoria é de que há um certo interesse dos parlamentares petista(Fátima e Mineiro) que o governo não conceda melhores reajustes, pois se assim fosse atropelaria a política salarial do Governo Lula.


Na mesma linha de raciocínio seguem também os trabalhadores em educação da Escola estadual Apolinária Jales em Messias Targino que não pensaram duas vezes para aderir ao movimento grevista na educação estadual. Passamos a aguardar o resultado da assembléia no estado, com a espectativa de que se o governo não apresentar uma proposta digna que atenda a todos os trabalhadores da ativa e os aposentasdos, não acabaremos a greve.


É dessa forma que a greve está crescendo asustadoramente em nossa regional, mas não é essa a realidade nas regionais ligadas a Direção Estadual, como é o caso de Pau dos Ferros, Currais novos e outras que se quer chamou assembléia. Ou seja, é a base(os que estão trabalhando todos os dias, sofrendo com as ruinas das escolas impostas impostas pelos governos e seus e as direções da propria luta fingindo que está lutando e traindo os interesses da categoria. Mas vamos passar por cima desses dráculas e continuar a luta.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Trabalhadores em Educação de Umarizal aderiram a greve do Estado

Em assembléia realizada nesta manhã do dia 08/03/2010, os trabalhadores em educaçção do Estado do Rio Grande do Norte referendaram apoio a greve no estado. Vejam na foto abaixo os professores(as) de Umarizal em momento de deliberação.

As 15:30 horas foi a vez dos trabalhadores da educação de Patu que em assembléia, bastante indignados com a forma traiçoeira como a governadora Vilma de Farias tratando eles, trabalhadores(as) e a própria Escola pública, tambem aderiram a greve de forma entusiasta. Conforme mostra na foto professores e funcionários das escolas Estaduais Edino Jales e Xavier Fernandes.

 
Em Martins tambem deu greve. Um grupo de professores(as) da escola Joaquim Inácio decidiram acompanhar o movimento, pós segundo eles, se esgotaram de vê tanto descompromisso da Governadora Vilma de Farias para com a Educação e com o profissional desta. Companheiros de outras escolas tambem não descartaram a possibilidade de entrarem no movimento, mas preferiram converçar com os demais para tomarem uma posição mais consistente.


Serrinha dos Pintos os profissionais do turno vespertino mantiveram-se na mesma linha de discussão, pós acharam que deveriam se articular com os companheiros do noturno e seguirem a decisão da maoiria. Aguardem maiores informações.Os trabalhadores em educação de Almino Afonso somara-se a luta da categoria no estado e prometem responder a "Professora" Vilma de Farias(desta fez Fará) e seus aliados políticos nas eleições de outubro   vindoro.

sábado, 6 de março de 2010

Mulheres em Luta

Cem anos do 8 de Março será lembrado com atos em todo o país

Cem anos atrás, em 1910, a II Conferência Internacional de Mulheres Trabalhadoras, realizada na Dinamarca, instituiu o dia 8 de março, como Dia Internacional de Luta. Desde então, muito se conquistou. Mas, para nós, mulheres da classe trabalhadora, há muito que se avançar. Continuamos lutando contra o machismo e a exploração, rumo ao socialismo.
A situação atual da mulher trabalhadora - A crise econômica internacional, ainda em curso, traz inúmeras conseqüências às mulheres trabalhadoras. O aumento dos serviços precarizados, o desemprego, a dupla-tripla jornada de trabalho. Além disso, o crescimento da violência doméstica, do assédio moral e sexual, a falta de assistência às trabalhadoras, entre outros, demonstram o que é a barbárie capitalista.
Foto: Professoras da rede municipal de Umarizal/RN na luta por dignidade no trabalho.
Os governos, em todo o mundo, levantaram cerca de 17 trilhões de dólares para dar aos grandes empresários e aos banqueiros. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), esse valor seria suficiente para acabar com a fome das mulheres no mundo. No Brasil, o governo LULA cortou cerca de R$ 10 bilhões do orçamento da saúde e educação – áreas que afetam diretamente as mulheres – para manter o lucro dos patrões.
Hoje, em nosso país, a saúde pública
é sucateada. Mulheres não têm o direito ao aborto nos hospitais públicos, métodos contraceptivos gratuitos são de difícil acesso. A cada quatro segundos, uma mulher é vítima de violência.
A cultura do machismo faz com que sejam tratadas como mercadorias, objeto sexual, marcas de cerveja. Isso sem falar na indústria do turismo sexual. A opressão favorece a exploração capitalista. Não bastasse isso, estima-se que as mulheres ganhem 30% a menos que os homens para exercerem uma mesma função.
A luta é todo dia! - O fim da opressão da mulher só será possível com o fim da sociedade de classes. Por isso, as Mulheres em Luta – Conlutas, exercem uma mobilização permanente, contra os governos, os patrões e o capitalismo, pelo socialismo.
E, neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, fazem um chamado para que mulheres trabalhadoras, dos movimentos populares, da juventude, tome as ruas e levantem suas bandeiras cobrando dos governos  e dos patrões:
• Creches em período integral para todas e todos
• Imediata ampliação da licença maternidade para seis meses, obrigatória e sem isenção fiscal
• Salário igual para trabalho igual
• Pleno emprego para as mulheres na cidade, pela garantia de trabalho digno para a mulher camponesa
• Descriminalização e legalização do aborto, garantido na rede pública de saúde, e pela distribuição gratuita de todos os métodos contraceptivos
• Construção de postos de saúde e hospitais em todos os bairros da periferia, com número adequado de profissionais para atender à demanda
• Fim da violência sofrida pelas mulheres
• Direito à moradia
• Contra o preconceito de raça, nacionalidade e orientação sexual
Fonte:
Texto - WWW.conlutas.org.br
Foto - Trabalhadoras em Educação da rede municipal de Umarizal/RN
Mulheres trabalhadoras: Parabéns!
À Luta...!

Sinte/RN – Regional de Umarizal

 

Avaliação de desempenho é tudo contra o trabalhador

Avaliação de Desempenho no Serviço Público
por Luciane Moreira, advogada do Sinsprev/SP

Depreciação, aviltamento, desvalorização social e profissional, descrença no Estado democrático, este é o sentimento que invade os servidores (trabalhadores) do INSS, que hoje se submetem a Avaliação de Desempenho, avaliação subjetiva e tendenciosa, que ignora todo um histórico profissional do servidor público do INSS, depreciando seus valores profissionais, sua experiência e sua própria auto-estima.
A avaliação imposta não tem critério técnico próprio, e menos ainda profissionais especializados para aplicar respectiva avaliação ou aferir resultados e apontar soluções compatíveis com a finalidade da instituição.
De fato o que ocorre, é uma avaliação feita por "leigos", ou melhor, pessoas despreparadas tecnicamente para avaliar os servidores, resultando tal em transformação no ambiente de trabalho que se tornou mais inóspito, e sem respeito profissional entre colegas.
O direito a honra, que se constrói no ambiente social e profissional, é o mais frágil dos direitos da personalidade, porque pode ser destruída em virtude de ato malicioso ou dolosa, o que de fato ocorreu quando os servidores foram expostos a avaliação política, subjetiva e sem finalidade concreta a não ser aquela que muitos experimentam, qual seja, a imposição de redução salarial, por não agradar aos olhos daquele que os avaliou.
Os questionamentos subjetivos a que foram expostos os servidores do INSS, tiveram por fim avaliar traços da personalidade do servidor sem constatação real de seu desempenho no resultado final, e pior, respectiva avaliação não apontou em nenhum momento fórmulas, métodos ou incentivos a serem aplicados para aperfeiçoamento do profissional, ao contrário impôs penalidade financeira sem apontar solução prática para um suposto melhoramento do profissional.
E ainda, a avaliação não levou em consideração a satisfação ou não com que os servidores vêm prestando serviço, não avaliou o volume de trabalho, o strees para suportar carga horária incompatível, o desgaste ocasionado pela falta de servidores e pela obrigatoriedade em exercer função em desvio do que foi contratado.
O verdadeiro objeto de uma avaliação de desempenho é mapear resultados, identificar obstáculos, orientar ações e programas de desenvolvimento, identificar habilidades a serem desenvolvidas, e aplicar métodos saneadores dos problemas encontrados, e não penalizar o trabalhador sem objetivamente investir no mesmo.
O que se constata na Avaliação imposta pelo INSS, é que não houve critério ou meta a não ser aquela direcionada a penalização do servidor .
Respectiva avaliação desprovida de técnica e finalidade resultou apenas em discórdia no ambiente de trabalho, pois construiu a desigualdade salarial, moral, e o constrangimento de ter sido taxado depois de anos de serviço como um servidor sem habilidade para se adaptar a mudanças, ou sem interação com colegas de equipe, sem capacidade de desempenhar atividades com eficiência, dentre outras taxações tendenciosas e subjetivas que resultaram numa solução ainda mais arbitraria, qual seja, a redução salarial, sem qualquer investimento real que possa sanar supostas desqualificações.
Portanto, no meu entendimento a Avaliação imposta pode configurar Assédio Moral sim, pois intimida o servidor, inibe suas relações inter pessoais pelo constrangimento de ser avaliado por pessoa tendenciosa e não preparada para a tarefa de tal julgamento, penaliza de forma inconstitucional pois reduz valores da remuneração a partir de julgamento pessoal do avaliador, OU SEJA, subtrai de forma autoritária e violenta parcela que já se incorporara a seu patrimônio, em atuação administrativa absolutamente incompatível com as prerrogativas processuais dos cidadãos em um Estado Democrático de Direito, ASSIM COMO O FAZ COM PARCELA DE SUA DIGNIDADE, HONRA E ORGULHO maculando toda vida funcional do servidor, e por vezes sua saúde uma vez que depreciado apresenta sintomas de baixa estima, depressão, rancor, males que se traduzem em doenças da alma, mas que acarretam males físicos e muitas vezes causadores de tratamentos psicológicos contínuos e sem solução.
E ainda, apenas para que não haja ilusões, uma boa avaliação hoje não significa que a próxima terá o mesmo critério ou resultado, onde o avaliador pode ser outro, e mais uma vez o servidor estará a mercê de uma avaliação subjetiva e uma objetiva e incontroversa redução salarial, quiçá uma demissão.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Categoria decide pela continuidade da greve no RN



Apos apresentada a proposta, muito ruim, enviada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte em assembleia da categoria, realizada nesta tarde de 04/03/2010, em Natal os trabalhadores em educação não titubiaram em optarem pela continuidade da greve, visto que alem da proposta ser muito pequena em percentual ainda nã se estenderia euitativamente a todos os professores e aposentados. Pos se utilizaria de nossas gratificações como complemento, a exemplo daquele modelo da antecipação do piso que ocorreu em agosto do ano passado. Portanto não teriamos condições de defendermos o final da greve.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Educação: Por isso e muito mais que a culpa não é nossa

País só cumpre 33% de metas de educação
Relatório mostra que ainda há alta repetência, a taxa de universitários é baixa e o acesso à educação infantil está longe do proposto. Estudo de pesquisadores de universidades federais abrange o período de 2001 a 2008, incluindo dois anos de governo FHC e seis de Lula
Enquanto petistas e tucanos fazem alarde dos seus feitos na educação, um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas.
Relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, aponta alta repetência, baixa taxa de universitários -apesar dos programas criados nos últimos anos- e acesso à educação infantil longe do proposto.
O estudo, que abrange o período de 2001 a 2008, foi feito por pesquisadores de universidades federais, com apoio do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC).
O plano foi criado com o objetivo de implantar uma política de Estado para a educação que sobrevivesse às mudanças de governo. As metas presentes nele são de responsabilidade dos três entes federados, mas municípios têm mais atribuição pela educação infantil e fundamental; Estados, pelo ensino médio; e a União, pela articulação de políticas.
O estudo traz indicadores relativos ao período de 2001 a 2008 -dois anos de governo FHC e seis de Lula. Para muitas metas, não há nem sequer indicador que permita o acompanhamento da execução.

Fonte: Folha de S. Paulo - 3/3/2010



terça-feira, 2 de março de 2010

Educação em Greve no RN

Professores estaduais entram em greve

O ano letivo da rede estadual de ensino, que oficialmente começou ontem, veio com a notícia de greve dos professores. A assembleia da categoria realizada ontem, na Escola Estadual Winston Churchill, Cidade Alta, decidiu pela deflagração do movimento por tempo indeterminado. Na saúde, os servidores se uniram à greve dos médicos e o Samu Metropolitano reduziu ainda mais os serviços (leia matéria abaixo).

A exemplo dos professores do município quando deflagraram a greve, os do estado compareceram às escolas, receberam os alunos e conversaram sobre o indicativo de greve que seria decidido ainda pela manhã. Amanhã, os professores voltam novamente às escolas para anunciar o movimento aos alunos e, na quinta-feira, fazem nova assembleia para avaliação, envolvendo os profissionais também da rede municipal de Natal. Com a deflagração da greve, cerca de 325 mil alunos ficam sem aulas nas 730 escolas estaduais no Rio Grande do Norte.

O plano de reivindicações dos professores tem três pontos principais:

1º ) - piso de R$ 1.312,00 para os professores do nível médio e R$ 1.836,00 para o nível superior;

2º ) - Plano de Carreira dos funcionários da Educação;

3º ) - correção do salário dos aposentados.

De acordo com a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Fátima Cardoso, a luta pelo piso não é apenas pelo novo valor, mas sobretudo para acabar com a falta de cumprimento à legislação por parte do governo. Segundo ela, ao longo do mês de janeiro a categoria alertou ao governo estadual através da Secretaria de Educação sobre a integralização do Piso, bem como o fim do teto salarial. "Indiferente a essa questão, o governo até o momento não se pronunciou acerca da matéria. Queremos garantir a integralização do piso salarial de acordo com o Plano de Carreira, correção aos salários dos aposentados que estão defasados desde o ano de 2006, formação de uma comissão paritária para elaboração do Plano de Carreira dos Funcionários, bem como a incorporação de gratificação aos salários", disse ela.

Sem acordo

Realizada na tarde de ontem, a reunião entre a governadora Wilma de Faria, o secretário estadual de Educação, Otávio Augusto de Araújo, e a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fátima Cardoso, não resultou na suspensão da greve dos professores do estado. O governo do estado ficou de avaliar as reivindicações da categoria e apresentar uma proposta durante uma nova reunião, que ficou agendada para ocorrer amanhã.

Fonte: Diário de Natal

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Semana Pedagógica sem fundamentação e muitos problemas

A semana pedagógica termina com expectativas

Depois dos diretores, vices e coordenadores pedagógicos se reunirem para receber as determinações do estado sobre as diretrizes e mudanças nas aplicações técnico-metodológicas durante o ano letivo de 2010, o fato se conclui com o repasse aos professores, e como sempre o que aparece de novo só são as questões burocráticas advindas dos gabinetes com iniciativas unilaterais e jogada para as escolas sem nenhuma discussão e capacitação prévia para os professores que quase nada tem a fazer, a não ser ter que engolir e tentar digerir junto com o aluno, onde passarão, juntos, a ser o patinho feio de toda cadeia técnica burocrática descomprometida com o ensino de qualidade do sistema educacional brasileiro.
E.E 11 de Agosto em sua XIV edição.
A nosso ver, pena que os assessores dos governos não sabem disso, ou se sabem, assessora mau, em um mundo globalizado como ora vivemos, onde a vulnerabilidade também o é. Neste sentido, cada unidade educacional deveria ter o seu quadro munido de uma composição multiprofissional (pessoal de apoio, professor, pedagogo, psicopedagogo, assistente social, psicólogo, psiquiatra médicos e outros), todos capacitados periodicamente, bem remunerados e com boas condições de trabalho. O que não é o caso na atual realidade da escola, onde o quadro é composto precariamente por professores (estagiários) e o profissional de apoio (terceirizado), desvalorizados (sem plano de carreira, desarticulados (professores em um canto, apoio em outro, como se a escola não fosse uma unidade), onde só tem deveres e não direitos.
E. E. Zenon de Souza tambem tem seus problemas
Assim, torna-se impossível continuar, compromete o relacionamento interpessoal, visto que o governo joga a responsabilidade nua e crua para os diretores das unidades de trabalho e, diga-se de passagem, o objetivo é promover o atrito entre este e o universo do quadro da escola que ambos são trabalhadores, e geralmente por não entenderem esse jogo mesquinho do sistema, findam brigando entre se e os poderosos que governam para o capitalismo apreciam de camarote o produto das armadilhas, enquanto se articulam burocraticamente para as próximas investidas danosas contra os interesse e capacidade de harmonia dos trabalhadores.
Na Esc. Paulo Abilio não é diferente
O dilema é sempre o mesmo: imposições, turmas superlotadas, improviso funcional, arrumadinho pra uns, inferno pra outros, interferências externas nas escolas, luta em causa própria, fraudes e outros que quase nada tem a ver com o trabalhador, mas sempre são estes, na visão do poder, os culpados pelo fracasso do ensino e da própria Educação Pública.
Faltou aqui o registro da Escola Anália Costa e A Dina de Brito que oportunamente faremos.
A nós, camaradas, resta a organização de verdade (abominamos a enganação)!

A nós, camaradas, resta a verdadeira luta (abrangente, intensa e coesa)


P.S1 - Vejam essas e outras matérias no blog: www.sinteregionaldeumarizal.blogspot.com

P.S2 - ouçam o programa educação e luta de classe todas as terça-feiras na Rádio Vida - Martins


Felicidade e um fraterno abraço!

G a b r i e l - Dir. de formação sindical

Reg. do SINTE - Umarizal/RN

P.S - "O capital é trabalho morto, o qual, como um vampiro, vive apenas para sugar o trabalho vivo, e quanto mais sobreviver, mais trabalho sugará". (Karl Marx)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

QUEM É CULPADO PELAS ENCHENTES?

O Haiti (também) é aqui


Não é difícil percebermos que trabalhador sofre em qualquer lugar. O Haiti é mais uma demonstração, pois a falta de infra-estrutura de emergência, de estradas, de rede de saúde e distribuição de alimentos elevaram o número de mortos do terremoto a 230 mil. As "Forças de Paz" da ONU garantiram a segurança dos ricos de lá enviando soldados armados com fuzis, cacetetes e granadas ao invés de médicos, enfermeiros, remédios e alimentos para viabilizar o mínimo de cuidado ao povo pobre.
Tanto lá como aqui percebemos que as maiores vítimas dos desastres naturais sempre são os trabalhadores e quem realmente se preocupa e se solidariza com as vítimas são também os trabalhadores. A cidade de São Luis do Paraitinga, no interior de São Paulo, por exemplo, foi devastada pela chuva e está se reerguendo graças ao apoio dos trabalhadores de outras regiões.

Para as empresas: ajuda do Estado. Para as vítimas das enchentes e deslizamentos: a culpa pelas desgraças

Enquanto as grandes empresas e multinacionais sempre contaram com a ajuda do Estado através de anistia de impostos e financiamento a juros baixo que garantem sua lucratividade, os trabalhadores vítimas de enchentes e deslizamentos são responsabilizados pelos desastres, acusados de entupir os bueiros e de ocupar áreas de riscos como se fossem por lazer, acabam na prática a arcar sozinhos com o custo das desgraças e quando tentam mostrar sua indignação são duramente reprimidos pela polícia, como foi o caso do protesto em frente à Prefeitura de São Paulo que acabou em pancadaria e repressão contra as vítimas de enchente. Como se não bastasse toda a dificuldade porque passam os trabalhadores, a mídia insiste em tentar nos dividir entre quem mora na favela e quem não mora, quem é culpado e quem não é, jogando-nos uns contra os outros para fugir do debate real da causa das enchentes, muito mais profundo que isso.
Cada Prefeito e Governador joga a culpa nos outros e nunca faz nada frente a um problema que se repete a cada ano, não estão dispostos a enfrentar o problema pela raiz. Só quebrando a atual lógica do lucro na ocupação urbana e no modelo de transporte poderemos ter ações eficazes para combater as enchentes e deslizamentos e minimizar seus efeitos. Caso contrário, continuaremos com as ruas entupidas de carros, pagando impostos para que se construa mais avenidas, pontes e viadutos, impermeabilizando a cidade com concreto e asfalto e sendo empurrados para ocupar áreas de riscos ou ainda tendo áreas que antigamente eram seguras e livres de enchentes agora tomadas pelas águas.
Há milhares de imóveis vazios nas grandes cidades enquanto trabalhadores vivem em áreas de risco e distantes do trabalho. É necessária uma reforma urbana para racionalizar o uso do solo e a ocupação urbana, portanto é preciso:
1º - Expropriar os imóveis ociosos e colocá-los à disposição dos trabalhadores;
2º - Um grande plano de obras que viabilize a construção de moradias populares;
3º - Fim de financiamento público para condomínios de luxo e a utilização dessa verba em moradias populares;
4º - Indenização pública a todas as vítimas de enchentes e deslizamentos;
5º - Casa para quem perdeu a casa nas enchentes e deslizamentos
6º - Isenção de todos os tributos para as vítimas de alagamentos e desmoronamentos;
7º - Por um plano de obras públicas que priorize o saneamento e a despoluição de rios e lagos;
8º - Investimento em transporte público de qualidade que priorize o modelo de transporte coletivo;nContra a repressão e a criminalização dos movimentos das vítimas de enchentes.

fonte: Espaço socialista (espsocialista@yahoo.com.br)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO: RN Caminhando Torto, faz tempo!

Fraude no Programa Brasil Alfabetizado


Alto Oeste - Denúncia grave envolvendo mais de cem educadores de jovens e adultos e uma equipe de sete coordenadores, todos ligados à Diretoria Regional de Educação (DIRED), com sede em Umarizal. Os denunciados estariam desviando recursos do Programa Federal Brasil Alfabetizado, que no Rio Grande do Norte se chama RN Caminhando.
O escândalo foi descoberto pelo prefeito de Antônio Martins, o advogado Edmilson Fernandes de Amorim (PT). "No início, eu tinha apenas a desconfiança de que a lgo estava errado, pois o programa não funcionava. Inclusive, a diretora da Dired, Maria Eunice, chegou a oferecer dois cargos de coordenador e eu não aceitei. Nesta semana eu tive um susto, pela dimensão do caso", diz.
No caso, os professores e coordenadores matricularam 1.523 moradores de Antônio Martins no Programa RN Caminhando. Para se matricular no município, é preciso morar no município e não ser alfabetizado, além de não estar matriculado em nenhum outro programa de alfabetização, como por exemplo o Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Cada um dos 120 professores do Programa RN Caminhando em Antônio Martins recebe, através de um cartão magnético, uma bolsa de R$ 250,00. Cada coordenador do programa ganha R$ 500,00. A missão do profess or é alfabetizar o cidadão e o coordenador fiscaliza se o trabalho é feito ou não, tudo sob a responsabilidade da Dired de Umarizal.
Só que, no caso de Antônio Martins, segundo Edmilson Fernandes, as aulas não eram ministradas, configurando-se assim o desvio dos recursos da União. "A cidade não tem esse índice absurdo de analfabetismo. Temos uma educação exemplar, com mais de 4.600 alunos matriculados do ensino infantil ao ensino médio, além de 644 alunos matriculados no EJA. Não tem sentido existir 1.523 alunos no RN Caminhando", reclama o gestor, acrescentando que se fosse assim o município teria o pior índice de alfabetização do Rio Grande do Norte, talvez do país, o que não reflete a realidade do município de Antônio Martins, uma das cidades mais bem organizadas e estruturadas da região Oeste do Rio Grande do Norte. "Aqui temos 24 escolas bem estruturadas na zona rural e uma na sede do município, onde estudam 2.077 alunos. Temos seis ginásios de esportes e pagamos o piso nacional dos professores, respeitando a titulação de cada um. As cinco escolas do Estado têm 484 alunos matriculados" narra o prefeito.
Para matricular os alfabetizados como se fossem analfabetos no Programa RN Caminhando, os professores e coordenadores se apropriaram de listas do Programa do Leite e também da lista de filiados a partidos políticos. "Daí a explicação de tantos comerciantes, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas estarem na lista de alfabetizando erroneamente", conclui o prefeito, lembrando que a grande maioria dos matriculados sequer sabe do que está acontecendo.
O prefeito e os secretários do município calculam que pelo menos 80% dos presentes na lista são alfabetizados. Acrescentou ainda que muitos são estudantes matriculados no ensino fundamental e médio do município. "Há casos que o nome de uma mesma pessoa está matriculado em três turmas do Programa RN Caminhando, além de estudar na rede estadual", destaca.

Prefeito, que é advogado, consta como analfabeto

A quantidade de matriculados (1.523) estimulou o prefeito Edmilson Fernandes a procurar a coordenadoria do Programa RN Caminhando na Secretaria Estadual de Educação, em Natal, dia 19. De posse da lista, o prefeito teve outro grande susto. Descobriu que ele próprio, a mãe, vereadores, comerciantes e até pessoas que moram em outros Estados estavam todos matriculados.
Devido à fraude, o município de Antônio Martins não pode concorrer ao Sele do Unicef, bem como a partir de 2010 teria um prejuízo na arrecadação de pelo menos R$ 30 mil. "Esses recursos não viriam mais para município, pois, co nforme o cadastro nacional, nós não estamos alcançando nossos objetivos com a educação. Isso é injusto", reclama Edmilson Fernandes.
Ao descobrir o escândalo, o prefeito convocou todos os coordenadores a sua casa e deles ouviu a confissão do crime. No caso, erraram os professores que matricularam alunos alfabetizados como se fossem analfabetos, erraram os coordenadores que não fiscalizaram e errou a Dired de Umarizal, que deixou a coisa correr solta, sem qualquer responsabilidade com os recursos federais.

Presidente do TJ determina apuração do fato(verificar se o remédio estava sendo aplicado nas outras DIREDs - Logo, antes que seja tarde - grifo nosso)

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Rafael Godeiro, que é da região do Médio Oeste, ao ser informado do escândalo e da possibilidade de vários outros municípios da região terem o mesmo problema, resultando num grande prejuízo aos cofres da União, determinou que fosse formada uma comissão para apurar o caso.
A professora Clotilde Tavares, coordenadora estadual do programa, informou que vai identificar todos os professores que fizeram matrícula de alfabetizados como se fossem analfabetos com o intuito de fraudar o programa RN Caminhando, demiti-los e informar o caso às autoridades competentes, no caso o Ministério Público Estadual e os respectivos prefeitos das cidades.
"Essa fraude, além do prejuízo aos cofres da União e consequentemente do município, é uma grande falta de respeito com o povo de Antônio Martins e tenho certeza que o Ministério Público vai tomar as providências necessárias para punir os responsáveis exemplarmente e trazer a normalidade a nossa cidade", diz o prefeito Edmilson Fernandes.

Fonte : Jornal de Fato - 24/02/2010

P. S - Essa é uma das ações, oficiais, que é responsável pelo fracasso da Educação pública no Brasil, dai os governos aproveitam para jogar para a sociedade que os responsáveis são os professores, para com isso poder justificar para essa mesma sociedade que os professores terão que ser avaliados e consequentemente  roubarem, tambem, os nossos direitos e os nossos salários.

Queremos nossas licenças, nossas gratificações atualizadas, nossas perdas salariais, Já!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Professores do município suspendem boicote em Umarizal

A conquista foi  pouca, mas valeu a Luta!
Os professores do municipio de Umarizal, em reunião com o chefe do executivo e sua assessoria, às 16:00 horas de ontem(22/02/2010), fecharam uma negociação temporária frente ao impasse que vinha acontecendo entre a categoria e o gestou municipal. Com isso proporcionou o fim do boicote, dos educadores(as), à semana pedagógica e conseqüentemente assegura aos pais e alunos, usuários das escolas públicas, o inicio do ano letivo conforme calendário oficial.

Isso não quer dizer que as reivindicações foram atendidas, pois a luta desta é pela construção e aprovação do plano de cargos e carreira e o que ficou muito claro, pelo menos para os professores(as) é que não valia apenas aceitar a aprovação deste sem assegurar: "Plano de carreira, diretrizes, implantação, professor, educação básica, ensino fundamental, escola pública, Município, comprovação, habilitação profissional, acesso, concurso público, concurso de provas e títulos, piso salarial profissional, progressão funcional, salário, jornada de trabalho, carga horária, incentivo, dedicação , permuta, aperfeiçoamento, qualificação profissional, licença especial, aposentadoria especial, valorização, eleição de diretor etc". Tudo isso de forma açodada que podesse comprometer a profissão e futuramente o profissional tanto da ativa como os aposentados. Nesse sentido, sentimos que a categoria jogou bem!

Como ficou?
A proposta negociada continua comprometendo as vantagens e a carreira do professor(a) para poder garantir o valor mínimo nacional ao menor salário(nível médio) em R$ 768,00 + R$ 50,00 de regência, mais deslocamento que é em torno de 6%(para quem tem que se deslocar para o sítio), mais multe seriado para o polivalente e mais o pecentual por aluno deficiente. Para o professor graduado o salario base será de R$ 888,50, + R$ 60,00 de regência, mais o multe seriado se for o caso e etc, se for o caso. E ao professor com pós-graduado terá um "orgulhoso" salário de R$ 1.007,00 mais uma regência de R$ 70,00 e algum dos itens acima se for o caso. Os demais níveis não foram negociados por não existir ainda no quadro e por essa negociação ter tido um caráter provisório.
Finalmente, resta aos profissionais valtarem as suas atividades, informar a situação do episódio aos pais e alunos, prepará-los preventivamente de que poderá, em breve, acontecer outros enfrentamentos, se articularem mais como categoria amadorecendo a idéia de que é necessario ir ao embate(independente de simpatia política) para poder conquistar algo melhor e fazer valer os nossos direitos.
Acreditamos que é esse o caminho.

Gabriel - Diretor de Formação Sindical e Educacional do Sinte/RN - Reg. de Umarizal

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Em Umarizal, Luta dos professores Cresce.

Em Umarizal, Luta dos professores Cresce e poderá ter greve no inicio do ano letivo

Depois de deliberarem por não participar da Semana pedagógica, em reunião da categoria realizada há dias atrás, os professores reafirmaram isso neste dia 18/02/2010 em uma outra reunião, desta vez convocada pelo prefeito municipal horas antes da abertura da Semana pedagógica e, com proposta mesquinha, na tentativa de convencer a categoria à desmobilização. Mas não teve como evitar o boicote da classe que logo após ouvir a minúscula proposta do prefeito, organizaram uma rápida reunião em via pública e nesta votaram pela continuidade do protesto.
Na reunião convocada pelo prefeito que se realizou na Câmara de vereadores, contou com a participação da maioria deles, tanto da oposição como da situação, inclusive do presidente da Câmara e em ambos deu pra sentir a vontade que eles estão de apresentarem uma melhor proposta para os professores na busca de solucionar o atual impasse, bem como aprovarem um Plano de Cargo Carreira e Salário mais digno para os professores, visto que boa parte deles tem suas esposas que estão sendo vítimas da atual calamidade salarial pela qual os profissionais da Educação do município de Umarizal vem passando.

Após algumas tentativas equivocadas e bajuladoras (foi assim que o prefeito expressou) de alguns assessores sem progresso nas tentativas de (des)informações equivocadas e enganadoras, o prefeito sacou do bolso a seguinte proposta: Teto salarial, usando as vantagens, de R$ 768,00 para o professor com magistério(nível médio - Piso). Para o professor graduado seria 15% sobre os R$ 768,00, mas comprometeria as vantagens o que totalizaria um salário de R$ 883,2. Já para o especialista adicionaria 10% sobre os R$ 883,2 que daria um salário de R$ 977,52. Enquanto que o mestrado seria 10% sobre os R$ 971,52 que registraria um salário de R$ 1068,67(sinceramente, eu tenho até vergonha de publicar isso no Blog).
Mas pelo que se viu, ao final da reunião ficou uma perspectiva de continuidade de negociação, inclusive com a categoria sugerindo enxugamento do excesso de cargos comissionados(comprometimento político - paternalismo) nas escolas, bem como o prefeito autorizou(a categoria sugeriu autonomia para negociar) a Secretária de Educação a está sempre disposta para receber a categoria. Com isso a categoria também foi convidada pela Direção do seu sindicato a se reunir no dia seguinte. Isto feito, discutiram minuciosamente a proposta apresentada pelo chefe do executivo e decidiram pela continuidade ao boicote, mas paralelamente tentando avançar nas negociações. Caso o processo de ajuste salarial não aconteça, o inicio do ano letivo tambem poderá não acontecer na data programada se a classe dos professores deliberarem pela greve.
Portanto, o que se tem de mais concreto é que pela proposta apresentada, terá greve. E as aulas no município de Umarizal não iniciarão de acordo com o calendário oficial como estava previsto. Porem, esperamos a disposição do executivo em continuar negociando com a categoria, pois esta que prima sempre pelo diálogo, aproveita para comunicar a sociedade umarizalense, principalmente aos pais de alunos, que se isso acontecer(a greve), só tem um culpado - O prefeito municipal de Umarizal(atual gerente do capitalismo local)



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

BBB10

Versos em sete linhas em resposta aos versos do educador e poeta Baiano, o Sr. Antônio Barreto, falando sobre o BBB 10.

Quero parabenizar
Esse Baiano porreta
Que com muita perspicácia
Observou a mutreta
Nosso povo alienado
Com um BBB montado
E o dinheiro na gaveta

Mostrando a sua faceta
O programa vai ao ar
Em busca de audiência
Para poder se firmar
Sem ter pudor nem complexo
Vai vulgarizando o sexo
Sem a ninguém respeitar

Esse programa vulgar
Precisa ser derrotado
Não ter pontos no IBOP
E o jovem ser consultado
Ter mais programas descentes
Prá ver se os adolescentes
Tornam-se mais educado

Precisa ser informado
O que está fazendo o mal
As famílias destruídas
Diante desse rival
Tem que haver preservação
E a nossa televisão
Não ver só o capital

O grande Pedro Bial
Procurar ver seus conceitos
Como jornalista nobre
Aos jovens ter mais respeitos
Na minha concepção
Tem que haver transformação
Sem que ajam preconceitos

Que os bons tenham direitos
E eles sejam garantidos
Que as leis possam proteger
Os que se acham excluídos
Controle som e imagens
Para que essas mensagens
Não cheguem os nossos ouvidos

Que os bons sejam aplaudidos
Nesse cenário de cores
Que se faça uma triagem
Nos nossos televisores
Sem tomar essa atitude
Essa nossa juventude
Estão perdendo os valores

Como um dos professores
Eu não vejo resultados
A juventude sem rumo
Os ideais deletados
Um mundo de pervertidos
Com os papéis invertidos
E os crimes sendo exaltados

Escreveu: Davi Calisto Neto

Antônio Martins-RN, 15/02/2010.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Direção Estadual do Sinte/RN Aumentou CTE em 333%

Direção do Sindicato aumenta diárias da Casa do trabalhador em Educação (CTE) de Natal em 333%, sem discutir com a categoria, e se quer, comunicar as direções Regionais.

Depois de cinco anos acumulando sucessivas perdas e sem reajustes nos salários, os trabalhadores em Educação do Estado do Rio Grande do Norte, tanto funcionários como professores, bem como tanto ativos como aposentados e pensionistas de 2006 para cá(2010) continuam com os mesmos salários, mas A Direção Estadual do Sindicato da Educação não teve o mínimo de constrangimento em, unilateralmente, aumentar de R$ 3,00 para R$ 10,00 as diárias por alojamento dos Sócios na Casa do trabalhador em Educação em Natal.
Nós da Regional de Umarizal abominamos mais essa atitude da referida direção estadual porque entendemos que isso deveria ter sido discutido no interior da categoria (em assembleia nos interiores), permitindo propostas de todos os associados (ativos e aposentados), visto que somos nós do interior que utilizamos as dependências dessa casa, por necessidades, pois é patrocinada com a nossa contribuição sindical, que, aliás, é a única coisa que nos dispomos diretamente em detrimento dos)as) companheiros(as) da Capital.
Se a Direção do Sindicato estava tão preocupada com o reajuste dessa diária, e, quisesse realizar de forma absoluta como fez, sem discutir com a base, que tivesse no mínimo repassado os 5% da letra nos valor das diárias, e ainda não reajustasse de quem não teve direito a letra, como foi o caso dos aposentados e pensionista que nada tiveram de melhorias nos seus salários de 2006 até hoje.
Na nossa visão, teria que ser discutido também, que quem teve direito á letra, aumentou a contribuição em favor da receita do Sindicato, e como tal contribuiu duplamente. Alem disso, condenamos imensamente essa prática autoritária de tomadas de posições sem discutir nada com a categoria, e muito menos com as direções regionais. Isso é um absolutismo estapafúrdio, nada diferente dos governos de direitas que tanto se criticou no passado.

Gabriel - Conlutas/RN

domingo, 14 de fevereiro de 2010

ELEIÇÕES 2010

A pré-candidatura do PSTU e a frente classista e socialista


• Caso mantenha-se o atual cenário da luta de classes no Brasil até o segundo semestre, as eleições de outubro serão o principal palco de disputa política com a burguesia este ano. A burguesia, através de Dilma, Serra, ou de seus satélites, como Ciro Gomes e Marina Silva, tentará convencer os trabalhadores de suas propostas para o país, que mantêm e aprofundam as mazelas do nosso povo. Além de participar e impulsionar as lutas e o processo de reorganização dos trabalhadores, outra tarefa muito importante da esquerda socialista será a de apresentar, nas eleições, uma alternativa de classe e socialista.
Uma alternativa de classe implica, em primeiro lugar, fazer o balanço crítico do governo Lula e, ao mesmo tempo, combater as alternativas da direita. Em segundo lugar, apresentar aos trabalhadores e a toda a sociedade um programa socialista para o Brasil, uma saída para a crise econômica contraposta às apresentadas pelos capitalistas. Por último, é preciso fazer da campanha um ponto de apoio para a luta e a organização independente dos trabalhadores. Disputar o voto dos trabalhadores também é parte da disputa política, da briga pela consciência da nossa classe contra a influência da burguesia. E será muito bom se elegermos parlamentares que reforcem nossa luta.

Uma Frente Classista e Socialista

O PSTU acredita que a melhor forma de a esquerda socialista realizar essa tarefa é através de uma candidatura que una PSTU, PSOL e PCB. Por isso, apresentamos, em meados do ano passado, a proposta de uma frente envolvendo esses partidos. Mas para cumprir essa tarefa a frente precisa ser classista e socialista.
Precisa ser construída sob o critério da independência de classe, sem nenhuma participação de qualquer setor da burguesia, pois os interesses que a frente deve defender são opostos aos da burguesia. Isso vale também para o financiamento da campanha. Não queremos e nem podemos aceitar dinheiro dos patrões, pois não há independência política sem independência financeira. Para encabeçar a frente, propusemos o nome da senadora Heloisa Helena, pois isso facilitaria o diálogo com amplas parcelas dos trabalhadores.

Negociações com Marina

No entanto, a direção do PSOL aceitou a decisão da companheira Heloisa Helena, de se candidatar ao senado em Alagoas, sob o argumento de que era preciso assegurar-lhe um mandato parlamentar. Em seguida, abriu negociações com Marina Silva (PV) visando apoiá-la. Apesar de entendermos a importância da resistência de setores do PSOL à decisão, é preciso reconhecer que o acordo só não saiu porque Marina e o PV optaram por fazer um acordo com o PSDB no Rio de Janeiro. Uma simples leitura da nota da direção do PSOL rompendo as negociações confirma isso.
Todo esse processo teve um significado muito importante. A opção pela negociação com Marina indica que o PSOL não tem nenhum acordo com os parâmetros que colocamos para a formação de uma frente entre nossos partidos. Não tem acordo com o balanço que precisamos fazer do governo Lula, pois Marina apóia não só a herança de Lula como a do próprio FHC; nem acordo com a defesa de um programa socialista, pois o programa de Marina é o mesmo de Lula com uma roupagem ambientalista; também não tem acordo com o critério da independência de classe, a não ser que se considere “Sarneyzinho” um dirigente operário. Uma campanha a serviço das lutas, então...

Pré-candidatura do PSTU

Por esta razão, lançamos nossa pré-candidatura para seguir defendendo a frente de esquerda, socialista e classista. Mas também para sinalizar que o PSTU não aceita uma candidatura nos termos que o PSOL quer construir. Na medida em que a hipótese de apoio do PSOL à Marina parece estar afastada, alguns companheiros nos perguntam: e agora, vai sair a frente de esquerda? Se o PSOL definir Plínio como seu candidato fica mais fácil?
É preciso esclarecer, antes de tudo, que o PSTU não pode fazer uma frente com um dirigente do PSOL ou com alguma de suas correntes. Um acordo entre os partidos deve ser feito entre os partidos. Aí temos o primeiro problema. Mudou a posição política do PSOL sobre uma aliança com Marina? Consideramos que os problemas políticos sobre essa questão continuam, mesmo que o candidato seja outro. Temos acordo na defesa de um programa socialista, contra todas as alternativas patronais, contra Marina inclusive? Temos acordo sobre a independência de classe? Existirão alianças regionais entre PSOL, PV ou PSB, como nas eleições passadas? E o financiamento de campanha? Temos acordo em que é inaceitável a contribuição da Gerdau ou de qualquer outro patrão?
Se as posições do PSOL não mudaram não temos acordo nenhum sobre os requisitos básicos para a constituição da frente. Ainda não vimos nenhuma mudança no posicionamento político do partido até agora. Essa mudança ocorrerá? Cabe ao PSOL responder a essas perguntas.
Nosso partido é ainda pequeno, mas tem responsabilidade política ante a nossa classe e aos setores do movimento de massas onde está inserido. Vamos continuar nos esforçando pela constituição de uma frente classista e socialista, com o PSOL e o PCB, pois seria a melhor opção para os trabalhadores. Não vamos, porém, jogar para debaixo do tapete nossas bandeiras e a defesa do socialismo para, eventualmente, facilitar a eleição de deputados e senadores. Não é disso que nossa classe precisa.
Se não chegarmos a um acordo para a apresentação de uma candidatura única, o PSTU apresentará sim a sua candidatura à presidência da República. E vamos chamar todos os sindicatos, movimentos populares, organizações da juventude, dirigentes e ativistas da esquerda socialista para que se somarem a essa tarefa, pois ela não é só do PSTU, é de todos que não abandonaram a defesa das bandeiras socialistas.

Por Zé Maria - Presidente Nacional do PSTU e integrante da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas)

Zé Maria é o pré-candidato do PSTU à presidência nas eleições de 2010